A conservadora japonesa Sanae Takaichi vinha repetindo nos últimos anos que gostaria de se tornar “a dama de ferro do Japão”, em referência à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, de quem se diz fã.
A partir de agora, ela poderá colocar seu desejo em prática: nesta terça-feira (21),Takaichi, uma política de longa data da direita japonesa, austera e que também já foi baterista de heavy metal, se tornou primeira-ministra do Japão.
Takaichi virou também a primeira chefe de governo mulher na história de um país que se destaca pouco em avanços na igualdade de gênero a ocupar o cargo.
Mas o título não parece lhe preocupar muito.
Representante da ala mais à direita do Partido Liberal Democrata (PLD), Takaichi disse que não pretende fazer muito para que seu país deixe de ser dos menos avançados em políticas de gênero entre as nações desenvolvidas.
Nesta terça, em seu primeiro discurso após se tornar premiê, disse que a questão não está na primeira linha de sua agenda política.
Embora já tenha sido ministra de Economia, Assuntos Internos e Igualdade de Gênero, ela também se posicionou assim ao longo de sua vida política, na qual entrou há mais de 30 anos — o que também pode ter sido uma forma de sobreviver em um meio no qual mulheres que debatiam questões de gênero eram deixadas para trás (leia mais abaixo).