Estudantes indianos voltaram da Ucrânia depois da invasão da Rússia; pais e outros parentes se emocionaram ao receber os alunos no aeroporto internacional Índia Gandhi, em Nova Délhi, Índia, no dia 5 de março. Governo indiano amplia a Operação Ganga, uma operação de resgate para evacuar cidadãos indianos
A preocupação aumentou neste domingo (6) com a situação de civis presos nas cidades sitiadas do sudeste da Ucrânia de Mariupol e Volnovakha, bem como na capital, Kiev, depois que várias pessoas foram mortas em uma explosão em um ponto de passagem para retirada de civis.
Dois morteiros ou projéteis de artilharia atingiram o posto de controle no subúrbio de Irpin, a noroeste de Kiev, disseram autoridades ucranianas. O prefeito de Irpin, Oleksandr Markushyn, disse queoito civis foram mortos em toda a cidade, incluindo uma família com dois filhos. Vídeos nas redes sociais mostraram extensa destruição.
Equipes de mídia internacional no posto de controle relataram que um projétil caiu quando um fluxo de civis estava chegando.
A Administração Militar Regional de Kiev apelou às organizações internacionais para ajudar na resolução de uma crescente crise humanitária.
“Milhares de pessoas ficaram isoladas, por causa das hostilidades diretas, e em alguns lugares por 5 a 6 dias sobrevivem sem eletricidade, água, comida, assistência médica e meios de subsistência. Estão em perigo direto”, disse.
O Ministério da Defesa da Rússia disse em um comunicado divulgado pela TASS que as operações ofensivas foram retomadas no sábado à noite, horário local, alegando que “a população dessas cidades está sendo mantida por formações nacionalistas como escudos humanos”.
O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que a Rússia provavelmente acusou a Ucrânia de quebrar o acordo para “transferir a responsabilidade pelas baixas civis atuais e futuras na cidade”.
O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse no domingo que mais de 360 civis foram mortos na Ucrânia desde o início da invasão da Rússia, embora reconhecendo que o número real é provavelmente “consideravelmente maior”. A CNN não pôde verificar independentemente os números de vítimas. A ONU também informa que mais de 1,5 milhão de refugiados fugiram da Ucrânia desde 24 de fevereiro.
Corredores de evacuação fechados
No sudeste do país, as esperanças de que uma segunda tentativa de abrir rotas de evacuação seguras para civis em Mariupol e Volnovakha pudesse ser bem-sucedida – depois que um primeiro esforço falhou no sábado (5) – foi frustrada em poucas horas.
O governador da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, disse no Facebook no domingo que o planejado “comboio de evacuação com moradores locais não conseguiu deixar Mariupol: os russos começaram a reagrupar suas forças e fizeram bombardeios pesados da cidade. É extremamente perigoso para retirar as pessoas em tais condições.”
Kyrylenko acrescentou que um comboio de ajuda humanitária da cidade central de Zaporizhzhia, a três horas de Mariupol, “ainda não chegou ao seu destino e está a caminho”.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também disse que a evacuação planejada para domingo em Mariupol falhou.
“Hoje, nossa equipe começou a abrir a rota de evacuação de Mariupol antes que as hostilidades recomeçassem. Permanecemos em Mariupol e estamos prontos para ajudar a facilitar novas tentativas – se as partes chegarem a um acordo, que é somente para elas implementar e respeitar”, disse o comunicado pelo Twitter.
“As pessoas em Mariupol e em outros lugares da #Ucrânia estão vivendo em situações desesperadoras. Eles devem ser protegidos o tempo todo. Eles não são um alvo. As pessoas precisam urgentemente de água, comida, abrigo. O básico da vida. Precisamos de garantias de segurança para poder trazer-lhes ajuda.”
No início do domingo, bombardeios pesados foram relatados a oeste e noroeste de Kiev. O impacto das explosões foi ouvido pelas equipes da CNN em Kiev e nas áreas rurais a sudoeste.
“Eles (as tropas russas) capturaram Hostomel e Bucha ontem (sábado). Os russos entraram lá”, disse Oleksiy Arestovych, assessor do gabinete do presidente ucraniano, referindo-se a dois subúrbios a noroeste de Kiev. “Eles feriram muitas crianças e não permitem retirá-las, apesar dos inúmeros apelos no mais alto nível do estado para fornecer um ‘corredor verde’ de Bucha e Irpin. Há muitas crianças nos porões.”
Arestovych descreveu a situação como uma “catástrofe”, acrescentando que as discussões estão ocorrendo “no mais alto nível com instituições humanitárias internacionais, por meio de mediadores com os russos” para encontrar uma saída para aqueles que estão presos.
Várias crianças morreram, de acordo com o Ministério da Saúde da Ucrânia.
-

1 de 16
Explosão provocada por ataque russo, neste domingo (6), na cidade de Irpin, a noroeste de Kiev, acontece a poucos metros de uma operação de retirada de civis
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
Separadamente, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alertou no domingo que a Rússia estava se preparando para bombardear a cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, no sul da Ucrânia e disse que o aeroporto de Vynnytsia, no oeste do país, havia sido destruído por um ataque de foguete.
Em um discurso transmitido no Facebook, Zelensky disse: “O povo russo sempre costumava vir a Odessa e eles só conheciam o calor e a generosidade; e o que há agora? Artilharia, bombas contra Odessa. Isso será um crime de guerra. Isso será um crime histórico”.
Em uma mensagem separada, Zelensky novamente apelou para que uma zona de exclusão aérea fosse imposta sobre a Ucrânia, após a destruição do aeroporto de Vynnytsia.
“Eles continuam a arruinar nossa infraestrutura, nossa vida, que construímos, e nossos pais e avós, muitas gerações de ucranianos. Repetimos todos os dias – fechar os céus sobre a Ucrânia”, acrescentou.
Autoridades americanas e europeias têm discutido como o Ocidente apoiaria um governo no exílio dirigido por Zelensky caso ele tivesse que fugir de Kiev, disseram autoridades ocidentais à CNN.
As discussões vão desde o apoio a Zelensky e às principais autoridades ucranianas em uma possível mudança para Lviv, no oeste da Ucrânia, até a possibilidade de Zelensky e seus assessores serem forçados a fugir da Ucrânia e estabelecer um novo governo na Polônia, disseram as autoridades.
Autoridades ocidentais têm sido cautelosas em discutir um governo no exílio diretamente com Zelensky porque ele quer ficar em Kiev e até agora rejeitou conversas que se concentrem em qualquer outra coisa além de impulsionar a Ucrânia em sua luta contra a Rússia, disseram dois diplomatas ocidentais.
Cnn Brasil